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quinta-feira, 14 de julho de 2011

Estresse crônico atua como desencadeador de metástase no câncer de mama

Os pesquisadores descobriram que o estresse atua biologicamente na reprogramação das células imunes que lutam contra o câncer


 Segundo pesquisadores do Centro para Compreensão do Câncer Jonsson, da universidade da Califórnia (UCLA), o estresse crônico atua como uma espécie de alimento para a progressão do câncer de mama, acelerando a propagação da doença em modelos animais.
Os pesquisadores descobriram que o estresse atua biologicamente na reprogramação das células imunes que estão tentando lutar contra o câncer, transformando-as de soldados protetores do organismo contra a doença, em socorristas e cúmplices. O estudo encontrou um aumento de 30 vezes na propagação do câncer ao longo do corpo dos ratos estressados, em comparação com aqueles sem estresse.
Há muito se relacionava o estresse ao crescimento do câncer em seres humanos. Este estudo fornece um modelo que não só demonstra que o distúrbio pode acelerar a progressão do câncer, mas também os detalhes do percurso utilizado para alterar a biologia das células do sistema imunológico que, passa a promover a disseminação do câncer para órgãos distantes, onde o tratamento é mais difícil.
"O que mostramos, pela primeira vez, é que o estresse crônico faz com que as células cancerosas escapem do tumor primário e colonizem órgãos distantes", disse a autora do estudo, Erica Sloan, da UCLA.
Além de documentar os efeitos sobre a metástase do câncer, a equipe foi capaz de deter esses resultados por tratar animais estressados com drogas que bloqueiam o sistema nervoso na reprogramação da metástase de células imunológicas, os chamados macrófagos.
Os bloqueadores beta, utilizados neste estudo para fechar as vias do distúrbio em ratos, estão agora sendo examinados em várias bases de dados de câncer de mama para a prevenção de recorrência e potencial propagação do câncer, disse Patricia Ganz, diretora de prevenção do câncer no Jonsson Cancer Center.
Outros comportamentos de vida saudáveis, como exercícios e técnicas de redução de estresse, também podem influenciar os caminhos biológicos descritos na pesquisa.
"Este estudo fornece evidência para uma relação biológica entre o estresse e a progressão do câncer e identifica alvos para a intervenção no ambiente de acolhimento", afirmou Ganz. "Por causa dessa pesquisa, poderemos dizer a um paciente que seguir um regime de exercício, prática de meditação ou tomar determinado comprimido todos os dias vai ajudar a prevenir a recorrência do câncer. Podemos agora testar estas potenciais intervenções no modelo animal e verificar se são eficazes para a clínica".
Desafiando o Câncer- alertando você, não se estresse amigas, não vale a pena.

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