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segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

VOCE SABE O QUE É UMA MASTECTOMIA?

Minhas amigas de luta, 
Hoje quero falar com vocês a respeito de Mastectomia.
Primeiro voce sabe o que é uma mastectomia?


Mastectomia é o nome da cirurgia de remoção completa da mama. É um dos tipos de tratamento cirúrgico para o câncer de mama.
Existem muitos tipos de mastectomia são elas:
o Mastectomia radical a Halsted consiste na retirada da glândula mamária, associadas à retirada dos músculos peitorais e a linfadenectomia axilar completa. Atualmente é um procedimento incomum, devido à alta morbidade a ela associada e a resultados bastante satisfatórios de técnicas mais conservadoras (Chaves, 1999).
o Mastectomia radical modificada consiste na retirada da glândula mamária e na linfadenectomia axilar, com preservação de um ou ambos os músculos peitorais. Constitui o procedimento cirúrgico realizado na maioria das pacientes com câncer de mama nos estádios I, II e III. Este procedimento é indicado: na presença de tumor acima de três cm, sem fixação à musculatura; em pacientes com recidiva após tratamento conservador; ou que apresentem qualquer condição que as tornem inelegíveis ao tratamento conservador; e em pacientes que não concordem com a preservação da mama (Franco, 1997; Marchant, 1997). É denominada de mastectomia radical modificada Patey, quando ocorre a preservação do músculo grande peitoral. Quando os dois músculos peitorais são preservados, é chamada mastectomia radical modificada Madden.
o Mastectomia total simples: consiste na retirada da glândula mamaria, incluindo o complexo areolar e aponeurose do músculo peitoral. Os linfonodos axilares são preservados. É indicada nos casos de: carcinoma ductal in situ; recidiva após cirurgia conservadora; lesões ulcerativas em pacientes com metástases a distância onde o controle local promove melhor qualidade de vida; pacientes idosas com risco cirúrgico elevado ou que não possuem adenopatias axilares palpáveis ou evidência de doença a distância; e em pacientes selecionadas para tratamento profilático (Marchant, 1997).
o Mastectomia subcutânea: Consiste na retirada da glândula mamária, conservando os músculos peitorais e suas aponeuroses, pele e complexo aréolo-papilar. Por deixar tecido mamário residual com possibilidade de alterações hiperplásicas e degeneração maligna, seu uso é bastante questionado (Franco, 1997). Segundo Marchant (1997) uma série de complicações são associadas a este procedimento, incluindo hematoma e subseqüente fibrose, não devendo ser empregado no tratamento do câncer de mama. Como tratamento profilático, seus resultados são inferiores ao da mastectomia simples.http://pt.wikipedia.org
Eu estou colocando esse assunto em pauta hoje, porque eu passei por uma mastectomia e esvaziamento axilar, hoje em recuperação ainda, e percebi que algumas orientações deixaram de ser repassadas a mim , antes da cirurgia, e não gostaria de quem fosse fazer essa cirurgia não ficasse com dúvidas como eu.

Eu estive lendo um material que fala da atuação do enfermeiro e sua participação na reconstrução mamária e muito do que ele falou lá, são informações importantes que devemos saber e ter quem nos oriente, que na verdade não é nada assim que acontece, mas quem sabe um dia alguem tenha esse bom senso e comece a fazer o correto.
Vou colocar alguns dos assuntos que se fala para vocês entenderem melhor o que desejo passar.
1-O câncer de mama é provavelmente o mais temido pelas mulheres, devido a sua alta freqüência e, sobretudo pelos seus efeitos psicológicos que afetam a percepção da sexualidade e a própria imagem corporal. O câncer de mama é uma enfermidade assustadora para todos. Apesar dos grandes avanços terapêuticos obtidos na área nos últimos anos, o câncer de mama está em primeiro lugar dos cânceres que acometem as mulheres (BRASIL, 2008).
2-A mastectomia e a quimioterapia são as formas de tratamento mais temidas pela mulher, desencadeando sentimentos negativos, difícil aceitação do tratamento, rejeição devido aos efeitos colaterais, desequilíbrio físico e psicológico demonstrado através da repulsa, revolta, descontentamento e sofrimento. (BARBOSA et al,2004 apud SILVA;MAMEDE,1998,p.19)
3- O preparo pré-operatório, tendo em vista a especificidade dessa doença e seus efeitos psicológicos, comumente, é bastante precário e a mulher vai para o centro cirúrgico sem saber o que irá acontecer consigo, se será retirado apenas o nódulo, uma área maior ou toda a sua mama; se precisará de tratamento posterior e quais cuidados precisará ter, ou seja, ela enfrenta a mastectomia sem o preparo bio-psico-sócio-espiritual necessário,que é fundamental para a diminuição de suas preocupações(PEREIRA et al,2006 ).
A mulher deverá receber informações a respeito dos cuidados após a cirurgia, orientações e informações sobre diferentes etapas de recuperação, de como será realizada a cirurgia, cuidados com o braço homolateral, exercícios de recuperação da capacidade funcional e sobre outros tratamentos como quimioterapia, ou radioterapia ou outros. (BARRETO et al 2008 apud REZENDE et al,2006.p.112)

4-Muitas são as dificuldades enfrentadas pela mulher após a mastectomia, responsáveis, especialmente, pelo comprometimento da sua auto-imagem, decorrentes tanto da própria cirurgia e dos efeitos colaterais da quimioterapia adjuvante como do preconceito e da dor e das dificuldades físicas que acarreta. È evidente a importância do trabalho da enfermagem nas vivências de cuidado da mulher mastectomizada, para amenizar essas dificuldades e fortalecê-la para o seu enfrentamento, de maneira menos traumática (PEREIRA et al,2006).
5-A primeira grande dificuldade a ser enfrentada pelas mulheres, após uma mastectomia, é sua própria aceitação, como de olhar no espelho e aceitar que seu corpo está diferente, sem uma parte, que culturalmente representa a feminilidade. A identificação da mutilação se dá pela percepção da assimetria do corpo e pela visibilidade da cirurgia, o que para muitas, é um momento agressivo à sua auto-imagem (FERREIRA; MAMEDE, 2003)
A imagem corporal é uma construção que implica tudo que a mulher pensa, sente e como se percebe e atua em relação com seu próprio corpo (SEBASTIÁN; MANOS, 2007 apud CASH Y PRUZINSK1999-tradução nossa). A negação e a depressão são as defesas psicológicas geralmente mais utilizadas no caso de acometimento de câncer de mama, a mulher é confrontada com a perda da mama, o medo da cirurgia, da mutilação e da morte. È importante a informação adequada sobre a doença e suas conseqüências, pois possibilita o enfrentamento e adaptação à sua condição (CAMARGO; SOUZA, 2003).
Smeltzer e Bare afirmam que durante as sessões de ensino, a enfermeira pode abordar a percepção da paciente sobre alterações da imagem corporal e alteração física da mama. Explorar essa área sensível deve ser uma ação de enfermagem cuidadosa, e os indícios fornecidos pela paciente devem ser respeitados e manejados com sensibilidade. A privacidade deve ser considerada e permitir que se expresse com segurança.
A presença da incisão, curativo e drenos denunciam as principais preocupações das pacientes. È fundamental o esclarecimento a essas pacientes sobre cuidados que deverão ser tomados para evitar complicações. A explicação de todos os procedimentos e cuidados inclusive domiciliares de forma detalhada é fundamental para que as mulheres tenham estímulo para o auto-cuidado. (BARRETO et al,2008 apud RESENDE ;MORAES e CRUVINEL;CASTRO,2004).
O preconceito enfrentado pelas mulheres mastectomizadas contribui para que elas sejam preconceituosas em relação ao seu próprio corpo, o que leva a outra dificuldade a ser enfrentada no pós-operatório: o retorno à vida sexual. A maioria delas tem vergonha de mostrar-se nua na frente de seus parceiros, pois a sensação é de que,na situação que se encontram,são menos mulheres, preferindo então, manter relações sexuais com um sutiã ou mesmo com uma camiseta. (PEREIRA et al ,2006 apud SALVADOR;DUARTE,2004)Tal situação faz com que muitas mulheres,às vezes,ainda que com medo,optem pela reconstrução imediata da mama,seja para a simples satisfação do cônjuge,seja para evitar o olhar preconceituoso da sociedade,seja para reconhecer novamente sua feminilidade( PEREIRA et al,2006 apud BIFFI;MAMEDE,2004).
Com relação ao desempenho sexual após a mastectomia, Duarte; Andrade (2003) apud Lim (1995) realizou estudo com 20 mulheres sexualmente ativas em um hospital geral. Os resultados demonstraram que de 20, nove mulheres apresentaram problemas de relacionamento conjugal, como a diminuição na freqüência de relações sexuais. A discussão franca e a comunicação clara sobre como a paciente se vê e sobre a possível libido diminuída relacionada com a fadiga, ansiedade ou náuseas podem ajudar a esclarecer as dúvidas para ela e seu parceiro (SMELTZER; BARE, 2006).
Enfatiza-se a importância do acompanhamento de enfermagem no pós-operatório de mastectomia, visando à identificação de problemas na busca da qualidade de vida da mulher e minimização de alterações físicas e psicológicas, para sua melhor readaptação ao ambiente social. A orientação sistematizada de enfermagem no pós-operatório de mastectomia possui valor inestimável, visto que proporciona o esclarecimento de dúvidas a respeito da doença e da cirurgia, e possibilita a adoção de cuidados favoráveis à recuperação mais rápida da mulher e a sua reabilitação (MELO, 2008).
Segundo Barbosa et al(2004) , a mastectomia com seu caráter agressivo e mutilador, revela mudanças com relação ao desenvolvimento das tarefas cotidianas e no estilo de vida dessas mulheres. Os papéis desempenhados anteriormente podem ser impossibilitados após a realização da mastectomia. O papel principal de ser mulher e os diversos papéis complementares que a mesma desempenha, como de mãe, avó, dona de casa e esposa são afetados diretamente, desencadeando conflitos e déficit no desempenho dos demais.
Considerando que a mulher com CA de mama tem seu cotidiano de vida alterado, principalmente pela conseqüência do tratamento, ela passa a viver em ambiente carregado de anseios e medos do prognóstico, da dependência de outra pessoa e incapacidade de realizar suas atividades diárias. O esclarecimento de que a mulher poderá realizar suas atividades de vida diária, desde que sejam por etapas e que não traga complicações à sua saúde minimizam esses sentimentos negativos que acarretam na dificuldade e prolongamento de sua recuperação. Todas essas informações devem ser dadas conforme necessidade da paciente pelo enfermeiro ou outros membros da equipe multidisciplinar.
A orientação sistematizada de enfermagem no pós-operatório de mastectomia possui valor inestimável, visto que proporciona o esclarecimento de dúvidas a respeito da doença e da cirurgia, e possibilita a adoção de cuidados favoráveis à recuperação mais rápida da mulher e a sua reabilitação (MELO, 2008).
6-Diante o estudo realizado, pode-se compreender melhor as conseqüências da mastectomia e conflitos de desempenho dos papéis pelas mulheres que vivenciam a doença e o tratamento. A mastectomia implica em mudanças nas atividades cotidianas, ou devido à limitação da mobilidade física no local afetado ou porque repercute sobre a auto-imagem e sexualidade. Sendo assim, há alterações no papel principal, o de ser mulher, e nos papéis complementares, gerando conflitos entre os mesmos. A enfermagem pode contribuir na promoção da saúde e reabilitação, prestando cuidado sistematizado, minimizando as situações decorrentes deste processo cirúrgico.
À atenção a mulher mastectomizada vai além de capacitá-la para o auto-cuidado, não se reduz a orientações e informações sobre a doença e tratamento. Envolve uma atuação em nível existencial, a partir do momento que se valoriza a singularidade de cada um, a sua história de vida, seus anseios de futuro e de vida. A cliente deve ser vista como uma pessoa com questões e preocupações particulares apesar de terem na grande maioria, em comum os mesmos sentimentos de medo, angústia ansiedade, revolta e desespero.
fonte:CÂNCER DE MAMA E MASTECTOMIA: CENÁRIO DE ATUAÇÃO DE ENFERMEIROS
Joelma de Matos Viana¹
Luciana Ângelo Leal Campos²

Desafiando o Câncer , tirando suas dúvidas.

2 comentários:

  1. Olá,
    Sobre o Congresso de Fisioterapia em Oncologia pode ir SIM , da uma olhada no site com as informações dos temas, para ver qual vc interessa mais. Te vejo lá. Abraços

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  2. Olá me chamo Lidia, tenho 29 anos e sou mastectomizada (mama direita) desde meus 27 anos, fiz quimioterapia 6 sessões e radioterapia 30 sessões. tenho uma filha de 3 anos 3 meio, na época estava com 1 ano e 10 meses foi uma barra pra ela também, mas hoje estou aqui podendo da o meu testemunho de vida e dizer que graças a DEUS estou curada, DEUS tem um proposito em nossas vidas nunca devemos desistir, sofri mas passou DEUS me deu forças para superar.

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