Viva Um dia de Cada Vez e Seja Feliz

terça-feira, 30 de novembro de 2010

MÊS ESPECIAL DA CONSCIENTIZAÇÃO DO CÂNCER DE PULMÃO



Olá minhas amigas de luta,
Sabemos que existem vários tipos de câncer e um deles que mata muitas pessoas é o câncer de pulmão, então este mês o ONCOGUIA está realizando um trabalho especial sobre esse assunto, ajudando o paciente com câncer viver melhor.

Fonte: Liciane Mamede do Portal Oncoguia
O câncer de pulmão, depois do câncer de próstata, é aquele de maior incidência entre homens, e um dos que mais vêm crescendo em incidência entre mulheres. Ele é também o tipo de câncer que mais mata em países como Brasil e Estados Unidos, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer (INCA) e do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC). A evolução do câncer de pulmão se tornou epidêmica após a disseminação do tabagismo em larga escala a partir da metade do século vinte.

“Nos anos 30, o câncer de pulmão era uma doença raríssima, ele foi crescendo entre os homens e depois entre as mulheres, conforme os hábitos tabagistas foram aumentando”, diz o oncologista Jacques Tabacof, do Centro Paulista de Oncologia. Dados do CDC confirmam a declaração de Tabacof. Com a crescente queda no número de fumantes partir dos anos 80, o número de casos novos de câncer de pulmão também caiu, assim como a mortalidade pela doença.


 
  
Além do cigarro, há outros fatores de risco associados ao câncer de pulmão, tais como o contato com determinados agentes tóxicos como asbestos (presente nas caixas d'água e telhas de amianto), radiação, arsênico ou gás mostarda, além de histórico familiar. O cigarro, no entanto, ainda é a causa número um relacionada à incidência deste mal. Segundo o INCA, de 80 a 90% dos casos de câncer de pulmão estão associados tabagismo. Para a Organização Mundial de Saúde (OMS), essa é uma das principais causas de morte evitável no mundo.
 
 
Sobrevida
 
Dentre os tipos de câncer mais recorrentes, o câncer de pulmão é aquele que oferece o pior prognóstico ao paciente.  Apesar disso, houve progressos. “A sobrevida mediana de um indivíduo com câncer de pulmão metastático é hoje de 12 meses. Há alguns anos, essa perspectiva era de aproximadamente oito meses, isso significa que tivemos bons avanços”, expõe o oncologista Jacques Tabacof.
 
O que os médicos consideram um grande avanço, porém, para o paciente está longe de soar reconfortante. “No começo, eu fiquei muito triste e revoltada”, afirma Giselle Senoi, que descobriu um adenocarcinoma inoperável de 4 centímetros no pulmão em 2007. “Mas no fim, você acaba tendo de ser forte para não penalizar os outros”, diz ela, que teve de passar por 16 sessões de quimioterapia e mais 36 de radioterapia.  
 
Embora as perspectivas para esses pacientes estejam melhorando a cada ano com a descoberta de novas drogas e melhor controle dos efeitos colaterais do tratamento, o oncologista Rafael Kaliks, do Hospital Albert Einstein é incisivo ao afirmar: “nenhuma droga jamais irá conseguir ter o mesmo efeito para o indivíduo que o ato de nunca ter fumado, a prevenção ainda é o melhor caminho para poupar sofrimento às pessoas”. 
 
  
 
Novos tratamentos 
Embora a chance de cura dos pacientes resida principalmente na cirurgia bem realizada, mesmo para pacientes com tumores inoperáveis houve avanços. Eles consistem em melhores técnicas de radioterapia, e melhores tratamentos sistêmicos. Dentre as novas terapias mencionadas pelos doutores Kaliks e Tabacof, estão as chamadas terapias-alvo. Elas consistem em medicamentos que atacam diretamente alguns mecanismos que promovem o crescimento do tumor. Administrados juntamente com quimioterápicos tradicionais, esses medicamentos respondem por uma melhora no prognóstico dos pacientes nos últimos cinco anos.
 
“No entanto, para que essas drogas façam efeito, é preciso que o tumor do paciente tenha o alvo para estas drogas, ou seja, o fator específico que o medicamento supostamente deve atacar”, afirma o doutor Rafael. “Infelizmente, menos de 20% dos pacientes possuem esses alvos e aqueles que o possuem são, em sua maioria, não-fumantes, frequentemente do sexo feminino. Há também avanços com drogas sem um alvo específico, como novos quimioterápicos e medicamentos que inibem o crescimento dos vasos que alimentam o tumor, mas com impacto menor que o das terapias-alvo”, completa ele.
 
Dentre as terapias-alvo, os medicamentos inibidores do efeito pró-crescimento do Fator Epidermal de Crescimento (EGFR), Erlotinib e Gefitinibe, têm obtido destaque. Eles são usados para tratar pacientes com tumores chamados de não-pequenas células, do subtipo não-escamoso (ver quadro abaixo), e que tenham uma determinada mutação. Lamentavelmente, apenas uma minoria, entre 10 e 12%, dos pacientes de câncer de pulmão são positivos para a mutação do EGFR, que confere eficácia a estas terapias-alvo. Um segundo tipo de mutação, que envolve um gene denominado ALK,  provoca uma sensibilidade significativa do tumor ao tratamento com Crizotinibe, uma medicação ainda não disponível comercialmente. Porém, tal mutação é ainda mais rara.
 
“Embora a quantidade de pacientes beneficiada por esses avanços ainda seja pequena, ele representa muito. Devemos ter em mente que a cura do câncer em geral não vai acontecer, o que acontecerá no futuro é a descoberta de medicamentos cada vez mais eficientes para um determinado subtipo de cancer, quem sabe transformando este subtipo em uma doença crônica”, diz Jacques Tabacof.
 
“No futuro, esperamos que os diagnósticos possam ser muito mais precisos. Novas medicações, alvejando muitos outros alvos, serão descobertas de forma a permitir um tratamento eficiente para um número maior de pacientes. Se conseguirmos em 15 anos aumentar a sobrevida dos indivíduos que têm câncer de pulmão em 30 ou 40%, isso será um avanço monumental”, completa Rafael Kaliks.
 
Para exemplificar o potencial das terapias-alvo, Kaliks cita o exemplo da leucemia mieloide crônica, um tipo de câncer para o qual foi desenvolvida uma terapia-alvo responsável por transformá-la, hoje, em uma doença crônica na maioria dos casos. “Provavelmente, o paciente não será curado, mas ele poderá viver sua vida inteira com essa doença, apenas controlando-a com medicamentos”. Ele alerta, entretanto, que a medicina ainda está muito longe de atingir esse patamar para o câncer de pulmão. 
 
 
Seleção dos pacientes para a cirurgia
 
Outro avanço apontado pelos especialistas como significativo foi a melhora das técnicas de seleção dos pacientes que devem ou não ir para cirurgia. Em tese, apenas nódulos de até quatro centímetros são operáveis, mas isso não é uma regra, pois outros fatores além do tamanho do tumor também devem ser considerados. 
 
“Quando há um comprometimento maior dos linfonodos do mediastino (região central entre os pulmões), o paciente dificilmente se beneficiará de uma cirurgia. Neste caso, geralmente, é utilizada a radioterapia como tratamento primário. A quimioterapia também é aplicada com o intuito de tornar o tumor mais sensível à radioterapia”, afirma Rafael Kaliks. “Essa melhor seleção acaba poupando o paciente de uma cirurgia que não teria sido curativa de qualquer jeito”, completa ele.
 
O PET scan, ou Positron Emission Tomography, é o exame que permite ao médico visualizar se há linfonodos com suspeita de invasão pelas células cancerígenas e identificar se já há metastases à distância (em outros orgãos). “Geralmente, a regra é que, se após o PET scan e a ressonância de crânio, não for identificada nenhuma metástase, o procedimento cirúrgico com intuito curativo será realizado”, afirma doutor Jacques.
 
“Uma melhor seleção do paciente se reflete em sua qualidade de vida, porque acaba poupando-o de grandes cirurgias desnecessárias e que poderiam, na verdade, piorar seu prognóstico”, completa Kaliks. 
 
 
 
Tipos de Câncer de Pulmão 
  
  
1) Pequenas células: respondem por 15% de total de casos. Tem como característica uma melhor resposta ao tratamento inicialmente, mas as chances de recidiva são maiores. Incide quase que exclusivamente em fumantes.
 
2) Não-pequenas células: representam 85% do total de casos. O câncer de não-pequenas células pode ainda se dividir em:
 
a) Adenocarcinoma: tipo mais comum em mulheres e não-fumantes, embora a maioria ocorra em fumantes. A maioria dos casos com mutações que conferem um alvo terapêutico para novas drogas é deste tipo. 
 
b) Carcinoma epidermoide: é mais comum entre homens e seu aparecimento está relacionado a um histórico de tabagismo. Por responder mal ao tratamento quimioterápico e radioterápico, acaba tendo um prognóstico pior.
 
c) Carcinoma de grandes células: mais raro, tende a ter rápida metástase.  
 

Dia do Não Fumar, o desafio está lançado

Equipe Oncoguia
 O desafio está lançado. Participar dele consiste apenas em seguir uma simples regra: não fumar durante as próximas 24 horas. 
 
Para um não-fumante essa proposta pode parecer banal, para quem fuma, entretanto, ela certamente soará difícil ou até impossível. O fumante inveterado pensa duas vezes antes de ir ao cinema assistir a um filme longo demais, já sofre pensando naquelas longas viagens de avião que duram 10 ou 12 horas seguidas - entenda-se, sem fumar. Para ele, a privação do cigarro por algumas horas pode ser um martírio, um sofrimento físico e psíquico.
 
O dia do não fumar não é, portanto, um dia qualquer para um fumante. Certamente é um dia que exigirá sacrifícios e um dia que pode ser a oportunidade de dar o primeiro passo para o fim do vício.
 
Smokeout Day teve origem nos Estados Unidos, na década de 70, encampado pela American Cancer Society. Naquele país, esse dia tradicionalmente acontece toda terceira quinta-feira de novembro, uma semana antes da tradicional festa do Dia da Ação de Graças. Nos seus 34 anos de existência, o Smokeout Day tem sido comemorado com manifestações, desfiles e a já tradicional distribuição de sanduíches de peru frio, em escolas e outros locais públicos do país inteiro.
 
O Brasil elegeu o 16 de novembro como grande dia do desafio para aqueles que querem deixar o vício. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em 2009, 18% da população brasileira é fumante, o que em números absolutos significa mais de 32 milhões de pessoas.
 
 
Custos sociais do cigarro
 
Se levarmos em consideração todos os males que o cigarro trás, incluíndo os indiretos, causados àqueles que apenas respiram a fumaça dos fumantes, os custos sociais são enormes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui nesses custos não apenas os gastos diretos para tratar das doenças causadas pelo fumo, mas também os custos da morte prematura de um pai ou uma mãe de família.
 
Segundo a OMS, os custos sociais associados à incidência de doenças causadas pelo cigarro, considerado o período de 2005 a 2010, pode chegar a 60 bilhões de dólares. Segundo relatório da entidade, essas doenças têm grandes efeitos adversos na qualidade de vida dos indivíduos afetados, além de causar morte prematura e gerar grandes efeitos econômicos adversos às famílias, comunidades e sociedade em geral.
 
 
Pare hoje
 
Os efeitos negativos do cigarro incluem desde taquicardia (aumento do batimento cardíaco) e elevação da pressão arterial até diversos tipos de câncer, tais como o de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, fígado, pâncreas, bexiga, rim e colo de útero.
 
No que se refere ao câncer de pulmão, o oncologista Jacques Tabacof, membro do Centro Paulista de Oncologia, é enfático ao afirmar que, nos anos 30, a incidência desse tipo de doença era raríssima. "O câncer de pulmão está diretamente relacionado ao hábito de fumar, é uma doença gravíssima cuja incidência aumentou por causa do cigarro. Para se ter uma idéia, ela é 70 vezes mais comum em fumantes", afirmou o doutor.
 
Parar de fumar não é fácil, mas os benefícios certamente compensam. Comece hoje!

 
Confira os benefícios de parar por:
 
- 20 minutos: sua pulsação volta ao normal;

- 8 horas: seu nível de oxigênio no sangue aumenta;

- 24 horas: seu pulmão já está mais limpo;

- 2 dias: seu paladar e olfato melhoram sensivelmente, sua respiração e nível de energia têm uma melhora considerável;

- 3 meses: seu sistema imunológico está mais ativo.

 
Para não voltar:
 
- Tome muita água;
 
- Faça exercícios físicos;
 
- Descobra novas distrações e novos hobbies;

- Elimine cinzeiros e isqueiros de seu entorno;

- Não faça coisas "no automático";

- Substitua o cigarro por alimentos não engordativos (frutas, legumes, barra de cereais);
 
- Se a ansiedade aparecer, tenha sempre em mente que ela é uma sensação que normalmente dura menos do que cinco minutos e que a superação vai valer a pena!
 O desafio está lançado. Participar dele consiste apenas em seguir uma simples regra: não fumar durante as próximas 24 horas. 
 
Para um não-fumante essa proposta pode parecer banal, para quem fuma, entretanto, ela certamente soará difícil ou até impossível. O fumante inveterado pensa duas vezes antes de ir ao cinema assistir a um filme longo demais, já sofre pensando naquelas longas viagens de avião que duram 10 ou 12 horas seguidas - entenda-se, sem fumar. Para ele, a privação do cigarro por algumas horas pode ser um martírio, um sofrimento físico e psíquico.
 
O dia do não fumar não é, portanto, um dia qualquer para um fumante. Certamente é um dia que exigirá sacrifícios e um dia que pode ser a oportunidade de dar o primeiro passo para o fim do vício.
 
Smokeout Day teve origem nos Estados Unidos, na década de 70, encampado pela American Cancer Society. Naquele país, esse dia tradicionalmente acontece toda terceira quinta-feira de novembro, uma semana antes da tradicional festa do Dia da Ação de Graças. Nos seus 34 anos de existência, o Smokeout Day tem sido comemorado com manifestações, desfiles e a já tradicional distribuição de sanduíches de peru frio, em escolas e outros locais públicos do país inteiro.
 
O Brasil elegeu o 16 de novembro como grande dia do desafio para aqueles que querem deixar o vício. Segundo uma pesquisa encomendada pelo Instituto Nacional do Câncer (INCA) em 2009, 18% da população brasileira é fumante, o que em números absolutos significa mais de 32 milhões de pessoas.
 
 
Custos sociais do cigarro
 
Se levarmos em consideração todos os males que o cigarro trás, incluíndo os indiretos, causados àqueles que apenas respiram a fumaça dos fumantes, os custos sociais são enormes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) inclui nesses custos não apenas os gastos diretos para tratar das doenças causadas pelo fumo, mas também os custos da morte prematura de um pai ou uma mãe de família.
 
Segundo a OMS, os custos sociais associados à incidência de doenças causadas pelo cigarro, considerado o período de 2005 a 2010, pode chegar a 60 bilhões de dólares. Segundo relatório da entidade, essas doenças têm grandes efeitos adversos na qualidade de vida dos indivíduos afetados, além de causar morte prematura e gerar grandes efeitos econômicos adversos às famílias, comunidades e sociedade em geral.
 
 
Pare hoje
 
Os efeitos negativos do cigarro incluem desde taquicardia (aumento do batimento cardíaco) e elevação da pressão arterial até diversos tipos de câncer, tais como o de pulmão, boca, laringe, faringe, esôfago, estômago, fígado, pâncreas, bexiga, rim e colo de útero.
 
No que se refere ao câncer de pulmão, o oncologista Jacques Tabacof, membro do Centro Paulista de Oncologia, é enfático ao afirmar que, nos anos 30, a incidência desse tipo de doença era raríssima. "O câncer de pulmão está diretamente relacionado ao hábito de fumar, é uma doença gravíssima cuja incidência aumentou por causa do cigarro. Para se ter uma idéia, ela é 70 vezes mais comum em fumantes", afirmou o doutor.
 
Parar de fumar não é fácil, mas os benefícios certamente compensam. Comece hoje!

 
Confira os benefícios de parar por:
 
- 20 minutos: sua pulsação volta ao normal;

- 8 horas: seu nível de oxigênio no sangue aumenta;

- 24 horas: seu pulmão já está mais limpo;

- 2 dias: seu paladar e olfato melhoram sensivelmente, sua respiração e nível de energia têm uma melhora considerável;

- 3 meses: seu sistema imunológico está mais ativo.

 
Para não voltar:
 
- Tome muita água;
 
- Faça exercícios físicos;
 
- Descobra novas distrações e novos hobbies;

- Elimine cinzeiros e isqueiros de seu entorno;

- Não faça coisas "no automático";

- Substitua o cigarro por alimentos não engordativos (frutas, legumes, barra de cereais);
 
- Se a ansiedade aparecer, tenha sempre em mente que ela é uma sensação que normalmente dura menos do que cinco minutos e que a superação vai valer a pena!
 Fonte:Oncoguia  16.11.2010 equipe Oncoguia
 
Vamos ajudar a divulgar essa campanha e salvar vidas

Desafiando o câncer abraçando mais uma luta.

 
 
 

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